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As objetivas de cinema não diferem muito das objetivas comuns de fotografia em seus princípios básicos. Os mesmos princípios de distância focal e abertura são idênticos:
Assim como na fotografia estática as objetivas próprias de cada fabricante não são compatíveis entre si, em cinema isso também ocorre, mas com alguns atenuantes. Ao invés dos encaixes de rosca e baioneta, comuns nas câmaras fotográficas, as objetivas de cinema são fixadas no corpo da câmera através de um encaixe de pressão, formado por um anel giratório no bocal do corpo que ao ser girado pressiona as arestas da objetiva fixando-a ao corpo (as câmaras mais antigas, como os modelos da Arriflex 16 st e 35 II C possuem encaixe ainda mais simples, sustentadas apenas por duas linguetas de segurança).
A possibilidade de intercâmbio entre objetivas é facilitada neste processo, e muitas câmaras de cinema possuem anéis adaptadores que permitem a utilização de objetivas fotográficas de determinado fabricante, sem perda de qualidade ótica.
São, porém, construídas com algumas indicações diferenciadas:
Números-T
Muitas objetivas, além da marcação convencional de diafragma através dos números-f, possuem também uma outra marcação, denominada números-T. Estes números também são aberturas de diafragma, mas que levam em conta a perda de luz causada pela construção da lente. Como se sabe, o cálculo da abertura máxima de uma objetiva é dado pela relação entre a distância focal e o diâmetro da lente. Assim, uma objetiva de 100mm que possua um diâmetro da lente mais externa de 50mm terá abertura máxima f/2, pois 100/50=2. Entretanto, nem sempre este número é real, pois a luz, ao passar por todas as lentes que compõe a objetiva, sofre perdas e desvios. Assim, os números-T compensam essas diferenças, dando uma exposição mais precisa.
Zoom
Ao contrário da fotografia profissional, que dá preferência a objetivas com distâncias focais fixas, a fotografia de cinema se utiliza largamente das objetivas zoom. Isso se dá por uma questão de praticidade, pois uma objetiva zoom percorre várias distâncias focais numa única peça, evitando a constante troca de objetivas e sua conseqüente economia de tempo. A objetiva zoom, inventada pelo francês Angenieux (fabricante da objetiva homônima), em seu início servia apenas para o efeito zoom durante a rodagem da câmera, mas as objetivas fixas ainda eram preferidas nos planos em que este efeito não era necessário devido à melhor qualidade de imagem obtida pela objetiva fixa. Hoje em dia, entretanto, a qualidade ótica de algumas zoom é comparável a das fixas, não comprometendo a imagem captada.
