Como pode um pobre irlandês se tornar parte da nobreza da Inglaterra do século 18? Para Barry Lyndon (Ryan O"Neal) a resposta é: de todas as maneiras possíveis. Sua escalada para a riqueza e privilégios é o foco desta suntuosa versão de Stanley Kubrick da obra de William Makapeace Thackeray. Para essa arrebatadora obra, levemente satírica e vencedora de 4 Oscar, Kubrick buscou inspiração nos pintores da época. Figurino e cenários foram produzidos levando-se em conta sua época, bem como as pioneiras lentes que fotografam os cenários internos, totalmente com a luz natural. E o resultado? Barry Lyndon figura como uma produção pioneira que trouxe para o cinema todo um período histórico em cores vivas como nenhum outro filme jamais fez.
Equipe:
Elenco:
Ryan O"Neal .... Barry Lyndon
Marisa Berenson .... Lady Lyndo
Patrick Magee .... The Chevalier de Balibari
Hardy Krüger .... Capt. Potzdorf
Steven Berkoff .... Lord Ludd
Gay Hamilton .... Nora Brady
Marie Kean .... Belle
Diana Körner .... Lischen
Murray Melvin .... Rev. Samuel Runt
Frank Middlemass .... Sir Charles Reginald Lyndon
André Morell .... Lord Gustavos Adolphus Wendover
Arthur O"Sullivan .... Capt. Feeny
Godfrey Quigley .... Capt. Grogan
Leonard Rossiter .... Capt. John Quinn
Philip Stone .... Graham
Michael Hordern .... Narrador
Direção e Roteiro: Stanley Kubrick
Notas:
Neste filme, Kubrick dá asas a sua megalomania. Ao começar pela fotografia, na qual foram adaptadas lentes especiais da Nasa nas câmeras filmadoras. Desta maneira, Kubrick pôde filmar os interiores dos imensos castelos europeus apenas com iluminação natural. O mais surpreendente é que algumas dessas cenas são noturnas. Além disso, a fotografia é uma reprodução surpreendente dos recursos estilísticos em voga pelos pintores da época. Em seguida temos a reconstituição de época, as mais fiéis já realizadas numa produção cinematográfica. Tão fiel que algumas roupas foram verdadeiramente confeccionadas no século 18.