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CINEMA LATINO-AMERICANO .:. ARGENTINA

O cinema chegou ao país em 1896, apenas um ano depois da primeira exibição em Paris do cinematógrafo dos irmãos Lumière, e quase imediatamente foi realizado o primeiro filme nacional, A bandeira argentina (1897), documentário patriótico rodado por um francês, Eugene Py.

Após algumas tentativas iniciais, com predomínio do documentário e do curta-metragem, outro estrangeiro, o italiano Mario Gallo, rodou o primeiro filme com argumento, também de perfil histórico-patriótico, O fuzilamento de Dorrego, em 1907. Foi preciso esperar até 1915 para que fosse realizada o primeiro filme autenticamente argentino com alguma repercussão: Nobleza gaucha, de Humberto Cairo, já na linha da exploração do sentimentalismo e do filme de costumes, que reaparecerão em vários momentos da história do cinema argentino.

Cinema sonoro

A chegada do som coincidiu com o auge do sucesso do tango. Sobre essa base foi rodado o primeiro filme sonoro argentino, Tango, em 1933, de Luis Moglia Barth.

Por essa época surge também uma geração de novos realizadores, que florescerá antes da II Guerra Mundial, mais orientada para um cinema de gênero, com pretensões artísticas, na qual destacaram-se Leopoldo Torre-Ríos, o também ator Mario Soffici e sobretudo Luis Saslavsky. Durante a ditadura do general Perón, que exerceu uma forte censura, os diretores mais importantes foram Mario Soffici, Luis Saslavsky, Tynaire e principalmente Lucas Demare. Após a queda do peronismo, foram realizados vários filmes de crítica aberta a esse regime, e dois jovens realizadores se destacaram: Leopoldo Torre Nilson e Fernando Ayala.

Já nos anos 1960, o cinema argentino recebeu a influência da nouvelle vague francesa (ver Cinema francês). Foi então que se consolidou uma forte tendência ideológica, que atraiu inclusive produções estrangeiras.

Nos anos 1980 poucas produções interessantes foram realizadas. As exceções foram, entre outros títulos, A história oficial (1985), de Luis Puenzo, Oscar de melhor filme estrangeiro, e No habrá más penas ni olvido (1983), de Héctor Oliveira, que ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim.