A produtora mais antiga do mundo, a Nordisk Films Kompagni, foi fundada em
Copenhague em 1906. Estimulou a demanda de filmes sensacionalistas e melodramas
eróticos, mas em 1917 entrou em decadência econômica, da
qual não se recuperou nem mesmo com a contratação de Carl
Theodor Dreyer como diretor, em 1919. A produção dinamarquesa
do período mudo está representada pelo trabalho de Benjamin Christensen
e Vilhelm Glückstadt. A fama internacional do cinema sueco foi iniciada
pela obra de Victor Sjöström e Mauritz Stiller, que demonstraram
sua habilidade para adaptar comédias sofisticadas. Na Finlândia
e Noruega, a produção de filmes mudos restringiu-se ao mercado
desses países.
O cinema sonoro
Com a introdução do som, a produção centralizou-se
nos mercados nacionais. Na Suécia, começou a destacar-se a atriz
Ingrid Bergman; na Dinamarca, Palladium produziu uma série de comédias
musicais muito populares. Durante a II Guerra Mundial sobressaiu na Suécia
o trabalho de Ingmar Bergman. No pós-guerra dinamarquês, Carl
Theodor Dreyer realizou uma obra cheia de filmes magistrais. Na Finlândia,
a produção nacional fez-se representar pelos filmes de Nyrki
Tapiovaara e Edvin Liane, enquanto na Noruega notabilizou-se o cineasta Tancred
Ibsen.
Na década de 1960, surgiu uma nova geração de cineastas
influenciados pela nouvelle vague francesa (ver Cinema francês): na Dinamarca,
Palle Kjaerulff-Schmidt e Hennning Carlsen. Na Suécia, Bo Widerberg,
Vilgot Sjöman, Jan Troell e Jonas Cornell alcançaram renome internacional,
enquanto na Finlândia e Noruega, Risto Jarva, Mikko Niskanen, Jörn
Donner e Anja Breien tiveram o mesmo reconhecimento.
Embora na década de 1980 tenha havido um enfoque mais pragmático
do financiamento, as co-produções escandinavas mantiveram presença
internacional através da obra do russo Andrei Tarkovski (Sacrifício,
1986), Gabriel Axel (A festa de Babette, 1987) e Bille August (Pelle o conquistador,
1987), todas ganhadoras do Oscar.
