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Sendo matéria-prima da fotografia, não podemos deixar de mencionar aspectos básicos de iluminação para cinema. Pois cinema (ou fotografia) nada mais é do que o trabalho de moldar imagens através do contraste entre a luz e a sombra existentes na natureza.
A iluminação da fotografia, tanto estática como para cinema, trabalha com uma única referência: o Sol. Embora as variantes sejam infinitas, e os climas criados com luz artificial em interiores tenham outras referências, direta ou indiretamente, o sol é a maior fonte de luz e por onde baseamos a estética de todas as outras fontes.
Assim, delimitamos duas características principais da luz solar:
1) Quando a luz do sol atinge um assunto diretamente. Dizemos que é uma luz "dura", ou seja, luz direta.
2) Quando a luz do sol atinge um assunto indiretamente. Dizemos que é uma luz "suave", difusa.
A diferença entre ambas é perceptível quando estamos numa praia, por exemplo. No primeiro caso, as sombras formadas são nítidas e muito bem delineadas, formando inclusive grandes contrastes entre luz e sombra. Quando, então, uma nuvem passa pelo sol, a luz sofre uma intensa difusão de tal maneira que as sombras perdem seus contornos nítidos (podendo inclusive desaparecer) e os contrastes são amenizados.
Numa situação dessas, no primeiro caso a passagem entre a sombra e a luz de um rosto é brusca, pelo contraste excessivo da luz dura; no segundo caso, forma-se uma região de penumbra, ou seja, a passagem da sombra para a luz é gradual e suave, e isso caracteriza a luz difusa.
Portanto, a diferença entre luz dura e luz difusa está nas propriedades contrastantes de cada uma. A luz dura não possui zona de penumbra entre a sombra e a luz, e a luz difusa a possui em vários graus, até o total desaparecimento da sombras e ausência de contrastes.
É importante salientar que o grau de dispersão não depende apenas da qualidade da luz, mas também de seu tamanho físico. Quanto maior for a fonte de luz difusa e maior for a distância entre a fonte e o assunto, mais difusa será a luz, sendo o contrário verdadeiro.
Podemos então classificar as fontes de luz segundo:
DIRECIONAMENTO:
a) Iluminação direta quando a fonte é apontada para o assunto sem nenhuma intervenção que modifique suas características originais.
b) Iluminação transmitida (filtros, difusores, telas, etc...) ou refletida (rebatimento da luz), quando alterada em seu percurso promovendo uma modificação de qualidade, geralmente difusão
GRAU DE DISPERSÃO:

a) Dura, ou Concentrada. Trata-se da luz que deixa uma sombra muito nítida e um contorno de sombras visíveis por contraste. Quanto mais pontual for a fonte de luz, mais dura será a luz.

b) Semi-difusa, característica intermediária entre a luz difusa e luz dura. Os contornos ainda são nítidos mas há maior suavidade na passagem da luz para a sombra, aumentando a região de penumbra.

c) Difusa, que depende de características específicas da fonte de luz. Há aquelas que mesmo diretas são difusas, e há aquelas que precisam de um filtro difusor para tornarem-se. Mas o grau máximo de difusão é conseguido quando a luz é REBATIDA, ou seja, luz refletida de maneira indireta para o assunto, cuja dispersão aumentará conforme aumenta o tamanho relativo da superfície rebatedora sobre o assunto.
