1 - INT. - APT. DE JOÃO - NOITE Madrugada. Porta de um apartamento vista por dentro. Fortes batidas na porta. JOÃO, (cerca de 35 anos, cabelos compridos e barba por fazer), e LAURINHA (bem mais jovem), acordam assustados com o barulho. João acende a luz do abajur. Olha para o relógio de cabeceira que marca 4 horas da manhã e troca um olhar preocupado com Laurinha. Dois Policiais a paisana e mal encarados, invadem o apartamento arrombando a porta. O POLICIAL 1, começa brutalmente a revistar o apartamento. enquanto o outro (POLICIAL 2), de revolver em punho, atravessa apressadamente a sala em direção ao ... QUARTO ... João e Laurinha assustados, olham para o homem com o revólver, na porta do quarto. POLICIAL 2 ... Vistam-se imediatamente seus terroristas de merda. Estão presos. João e Laurinha mal tem tempo de colocar alguma roupa sob o olhar atento do policial que os arrasta ainda se vestindo para a SALA... enquanto o outro policial apressadamente lhes põe um capuz negro sobre as cabeças, os algemam e os empurram para fora do apartamento. 2 - EXT. - APT. JOÃO - NOITE Os policiais arrastam Laurinha e João rapidamente para fora da portaria do edifício e jogam os dois no banco de trás de um carro sem identificação. 3 - EXT - DOPS - NOITE O carro da Policia chegando em frente ao Prédio do DOPS na Rua dos Inválidos. Os policiais empurram os presos algemados para fora do carro e para o prédio. 4 - INT - DOPS - NOITE Um dedo aperta o botão do 3º andar de um elevador antiquado, que logo se movimenta com Laurinha, João, e o Policial 2, parando no 3º andar. 5 - EXT. - DOPS - NOITE João e Laurinha, são conduzidos por uma varanda circular que envolve o pátio de um prédio colonial. O policial 1 abre uma porta e tira os capuzes de João e Laurinha. Laurinha, olha para o interior da cela e desvia o olhar apavorada. 6 - INT. - DOPS - NOITE Uma cela cheia de pessoas torturadas. 7 - INT. - DOPS - NOITE Dias depois em outra cela, Laurinha, com hematomas pelo corpo, nua, pendurada no pau-de-arara. SALVADOR, (35 anos, baixo, atarracado, amulatado, forte, com espessas sobrancelhas se unem sobre o nariz), solta Laurinha do Pau de arara. Salvador, olha lascivamente para Laurinha no chão indefesa e ensangüentada, desaperta o cinto, abaixa as calças e começa a violenta-la, que mesmo fraca, tenta se defender e é esbofeteada. Ao fundo, João aparece machucado, ensangüentado e com a cara contra a parede. O policial 2 força João a se virar. João com a visão quase sem foco, vê Laurinha sendo estuprada pelo homem de sobrancelhas espessas. Laurinha vendo João a olhá-la, para de lutar, e começa a chorar silenciosamente. João lança um grito de agonia...