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A LUZ .:. TIPOS DE LUZ E A TEMPERATURA DA COR

Textos fornecido Por Filipe Salles - Home-page pessoal
copyright© by Filipe Salles, 2000.

Como vimos anteriormente, a exposição na cinematografia é dada por:
- velocidade de captação (padrão=24 q.p.s.)
- ângulo do obturador (padrão=180o. )

A partir deste dois fatores encontramos o tempo de exposição da película, que, nas condições padronizadas é de aproximadamente 1/50 de segundo, válido para qualquer bitola.

Acrescentando-se, então, a sensibilidade da película à leitura, temos novamente a mesma fórmula usada na fotografia estática para determinar a exposição, ou seja, tempo de exposição e quantidade de luz. O primeiro, sendo determinado pelos fatores acima descritos (captação e obturador), atua em conjunto com o segundo, com a diferença que, em cinematografia, na maioria dos casos se trabalha com valores fixos de tempo de exposição, ou seja, a fotometragem serve basicamente para dar o diafragma que será usado. Mesmo tendo alterado a velocidade de captação e/ou o obturador, a exposição continua sendo dada pelo diafragma e efetuada a devida compensação segundo o termo modificado. Outra diferença em relação à fotografia estática é que o diafragma considerado deve ser lido em números-T.

Assim, a partir da sensibilidade do filme, temos os seguintes fatores:
- Tempo de exposição (velocidade de captação + ângulo do obturador)
- Diafragma em números-T

Somados, este 2 fatores determinam a exposição correta de um filme de cinema.

FOTOMETRAGEM

Como procedemos, então, na prática, para determinar a exposição correta? Numa dada situação qualquer, por exemplo, de uma cena, sabendo a sensibilidade do filme, devemos atentar para:

1) O ângulo do obturador
2) A velocidade de captação
3) Uso de filtros e afins (que também alteram a exposição)

A partir disso, o fotômetro nos dará o diafragma. Colocamos a velocidade de exposição em 1/50, conferimos a SENSIBILIDADE (é sempre bom conferir a sensibilidade no fotômetro durante as filmagens) correta do filme e procedemos com a fotometragem. Se alguns destes fatores for alterado, isto é, se estivermos usando filme ISO250, mas com um filtro de conversão que nos corta 1/3 de diafragma, devemos compensar isso na abertura do diafragma. Isso pode ser feito de duas maneiras:

A) sempre que efetuarmos a medição de luz, acrescentar 1/3 na abertura dada pelo fotômetro, ou

B) Já deixar compensado na sensibilidade (calibrar o fotômetro para ISO200), mas sempre lembrar-se de voltar à sensibilidade original quando retirar o filtro.

O mesmo poderá ser feito se for alterada a velocidade ou o obturador, sempre mantendo a mesma razão de perda ou ganho de luz no diafragma ou na sensibilidade do filme.

TIPOS DE FOTÔMETRO

Fotometro         Fotometro
Acima, Fotômetro de mão para luz incidente, e, abaixo, Fotômetro de luz refletida tipo Spot Meter.

Luz Incidente: Fotômetro de mão, que nos dá a leitura da luz que INCIDE sobre o assunto medido.

Luz Refletida: Fotômetro que nos dá a leitura da luz que é REFLETIDA do assunto medido, e que pode ser dividido em dois tipos: a) SPOT METER, que é um fotômetro que mede pontos específicos de luz refletida, e b) LUZ GERAL, que é o fotômetro que mede a luz refletida geral de um assunto, como por exemplo os fotômetros embutidos nas câmaras fotográficas.

Mas, diferentemente da fotografia convencional, onde consideramos o resultado final estático, em cinema devemos atentar para a questão em sua dimensão cinética, ou dinâmica, acrescentando movimento. Como proceder, portanto, na fotometragem de uma situação que não está parada, quer seja por movimento de câmera, quer seja por movimento dos elementos constituintes do assunto registrado?

Neste caso devemos fazer uso tanto de um fotômetro de luz incidente quanto de luz refletida (spot meter). A distinção básica é que o primeiro nos ajuda fornecendo as diferenças entre os vários tipos de fontes de luz, e o segundo para nos orientar nas diferenças de contraste de cada objeto, afim de que possamos manter o controle total sobre a exposição. Como se pode notar, o fotômetro de luz incidente não considera os contrastes naturais do objeto medido, por justamente só promover a leitura da luz que chega ao assunto. Opostamente, o Spot Meter mede a luz específica que é refletida de um determinado assunto, e que pode variar muito segundo a cor deste objeto (cores escuras refletem menos luz, p.e.), ou segundo o contraste de sombras de uma determinada posição do objeto (ao mudar de posição, tanto o objeto quanto a câmara, a leitura muda), o que torna o Spot Meter uma leitura mais fina e de necessidade técnica apurada, pois seu uso indevido pode resultar numa exposição errada.

Para tanto, devemos nos lembrar de alguns conceitos importantes da fotografia estática:

Todos os fotômetros, incidentes ou reflexivos, trabalham com um mesmo PADRÃO de referência para promover uma medida de luz determinada. Este padrão é o cinza médio, que reflete 18% de luz


Seleção de zonas de contraste de um filme Kodak T-Max 400. O cinza médio corresponde à zona V.