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O princípio das câmeras de cinema, desde sua invenção até hoje, permanece o mesmo, com apenas diferenças na comodidade e praticidade no uso e manuseio dos equipamentos. Isso significa que uma câmera fabricada a 50 ou 60 anos atrás ainda é capaz de produzir, se em bom estado de conservação mecânica e ótica, imagens de qualidade sem que se possa diferenciar o resultado de um câmera fabricada há alguns meses. É importante frisar que o mesmo não acontece com a tecnologia de vídeo, que a cada geração aumenta a definição e qualidade da imagem, colocando as câmeras mais antigas em estado obsoleto.

ARRIFLEX II C A Arriflex II C é uma das mais antigas câmaras elétricas de 35mm ainda em uso. Seu sistema de tração é extremamente simples, com apenas uma grifa e contra-grifa, mas mantém uma estabilidade invejável. Apesar do design antigo, uma delas em bom estado é capaz de filmar um longa-metragem sem que se note diferença entre uma câmara mais moderna.
Blow-Up
Entretanto, assim como o vídeo, as câmeras de cinema também trabalham com bitolas diferentes, e estas bitolas não são compatíveis entre si na captação, ou seja, não é possível filmar em 35mm numa câmera 16mm, embora em uma mesma bitola, a câmera seja capaz de se utilizar de diferentes formatos. Para transformar uma película 16mm em 35mm, ou o inverso, existe uma técnica, posterior à captação, chamada blow-up, e que consiste na ampliação de uma bitola menor para uma maior. Este procedimento é comum quando utilizamos os Super-Formatos, mas também podemos utilizar o blow-up em situações convencionais, como por exemplo, passar 16mm para 35mm, ou passar Super-8 para 16mm ou mesmo 35mm, como fizeram alguns cineastas recentemente (Oliver Stone em "Assassinos por Natureza"). Entretanto, quando passamos de uma bitola para outra, devemos atentar para as diferenças de formato. Como o formato é uma medida de proporção, é importante que, para que não haja perda de quadro quando ampliamos o fotograma, ele siga as mesmas proporções na razão do formato. Assim, é necessário escolher a janela de captação em função da janela de cópia, quando queremos uma determinada janela no blow-up, ou, no caso de material feito sem este intuito, escolher a janela de ampliação mais propícia para que se perca o mínimo de imagem original. Abaixo alguns exemplos do que se perderia no original 16mm se fosse passado para 35mm:

A ilustração indica a perda da imagem no Blow-Up de 16mm para 35mm. O formato ideal em 35mm para que não se perca nada do original é 1: 1,33.

Já no caso do Blow-Up de Super-16 para 35mm, o formato ideal neste último é 1:1,66.
Todas as câmaras de cinema possuem partes comuns, que são:
1.corpo
2.objetiva
3.chassi

Uma Câmara Super-8 CANON 518. Das mais simples e eficientes, a câmara de Super-8 raramente permite a troca de objetivas e o chassi pertence ao próprio corpo, já que o filme vem num cartucho vedado pronto para ser usado. É uma câmara compacta feita para o uso amador, e que, no entento, serve também a profissionais se usada devidamente.
A famosa ARRIFLEX 16s, ou 16 ST (standart), usada largamente até hoje na cinematografia 16mm, é ágil, versátil e simples de operar. Permite a possibilidade de uso com chassi de 400 pés (120 metros), com 11 minutos de filmagem contínua, ou com carretéis de 30 metros com 3 minutos de filmagem, sem uso do chassi (os carretéis se encaixam no próprio corpo). Neste tipo de câmara, a laçada (ver adiante) é feita no corpo e não no chassi. Possibilita também o uso de um anel giratório com 3 bocais, que comporta até 3 objetivas simultaneamente, para que o operador possa escolher a que mais lhe convém em cada situação. No caso de seu usar uma objetiva Zoom, não há necessidade de girar o anel.
