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A LUZ .:. TIPOS DE REFLETORES

Textos fornecido Por Filipe Salles - Home-page pessoal
copyright© by Filipe Salles, 2000.

REFLETORES DE TUNGSTÊNIO

1) FRESNEL

Fresnel Um dos mais antigos tipos de refletor ainda em uso, o Fresnel (cujo nome vem de seu inventor) é caracterizado por uma lente na frente da lâmpada de filamento (tungstênio). Com essa lente, é possível ao iluminador escolher um "foco" de luz, mais aberto ou mais fechado. A lâmpada é móvel dentro do fresnel, e ao ser aproximada da lente, seu foco abrange uma área maior do que se for afastada da lente. O fresnel direciona o foco de luz e sua utilidade no cinema é de relevância ímpar. Há fresnéis de várias potências, desde 100 watts até 10.000, 15.000 e até 20.000 watts. Fresnéis são luzes semi-difusas quando o foco está aberto, e duras quando o foco está fechado. As abas externas do fresnel são chamadas "Bandôs" (do inglês Band-Door) , e servem como bandeiras que evitam a dispersão da luz pelos lados.


2) ABERTO

Aberto Arri 1000. Similar ao fresnel, mas não possui lente na frente, o que significa que ele não pode direcionar o foco de sua luz (razão pela qual é chamado "aberto") e este tende a se espalhar. Os abertos mais modernos possuem uma pequena variação de foco através de um mecanismo que altera a superfície refletora interna do aberto movendo-o para frente e para trás. Apesar disso, seu foco não é tão precisamente controlado quanto o fresnel. É luz dura, também de tungstênio.


3) BRUT

Mini-Brut, Brut e Maxi-Brut. É uma espécie de "calha" de luz, onde uma série de "faróis" se colocam em série ou paralelos, de 2 em 2, 3 em 3, 6 em 6 e até mais, promovendo uma luz muito intensa e aberta. Os maiores são chamados Maxi-Brut. É luz dura, mas geralmente, quando usada em estúdio, é rebatida para funcionar como luz geral ou luz de enchimento, pois produz luz muito forte. Em pequenas produções se usa o Mini-Brut, de três séries de 2 faróis.


4) SPOT

É também chamado de "marmita" pelo formato característico retangular, mas possui vasta nomenclatura e não existe um consenso sobre como chamá-lo para que todos saibam que falamos dele. De qualquer maneira, é luz aberta que se utiliza de uma lâmpada de quartzo (halógena), muito utilizada em casamentos e batizados, sempre atrás do sujeito que está com a câmera de vídeo. É luz dura e geralmente é usada com difusores na frente. Há também Spots que não possuem o formato "marmita", e daí a confusão. Alguns deles se utilizam de lâmpadas Photo Flood.


5) SOFT

Soft Arri com difusor É um spot difuso. Utiliza a mesma lâmpada halógena mas já possui um rebatedor na sua estrutura, emitindo luz já com características difusas. Também pode ser uma fonte de luz tungstênio com filtro difusor incorporado à sua estrutura.


6) KINO FLOOD

São refletores montados com calhas paralelas de lâmpadas fluorescentes, lâmpadas comuns de gases nobres, mas com um controle rígido de temperatura de cor. Estas lâmpadas de gás são naturalmente difusas e o conjunto delas faz do KinoFlood uma fonte difusa. Existem nas versões Tungstênio e Daylight.


7) REFLETORES LEVES

São jogos de fresnéis e abertos de pequeno porte que podem ser utilizados para iluminar detalhes e pequenos ambientes. Em geral são conhecidos pelo nome do fabricante: LOWELL (300 e 650w), DEDOLIGHT (150w), ARRI (300 e 650w). Podem ser semi-difusas ou duras


8) SUN GUN

É um refletor de mão móvel, ou seja, uma fonte de luz muito intensa usada para iluminar caminhos e cenas de movimento, geralmente corridas e perseguições a pé. O operador carrega o Sun Gun e um cinturão de baterias, que permite a iluminação destas cenas em lugares de difícil acesso para refletores maiores, como cavernas, mata, etc... Em geral, a bateria do Sun Gun não dura muito, e portanto é necessário um planejamento anterior rigoroso.


9) PHOTO FLOOD

Lâmpadas de Photo Flood. Não é exatamente um refletor; mas apenas uma lâmpada de filamento com características especiais. Trata-se de uma lâmpada de bulbo muito parecida com lâmpadas caseiras comuns, e cuja vantagem é que justamente possuem rosca universal que pode ser colocada em qualquer soquete comum. A diferença dela para as demais lâmpadas caseiras é que:

a) É muito mais potente, de 300 a 600w. (é necessário, por isso, tomar cuidado onde se liga, pois alguns fios não resistem a essa potência e derretem, causando curto).

b) Possui temperatura de cor controlada e é vendida nas versões Tungstênio e Daylight, e

c) dura muito, mas muito menos que lâmpadas comuns (de 3 a 6 horas).

TIPOS DE REFLETORES DAYLIGHT

Além dos já citados refletores que possuem duas opções de temperatura, pela qualidade de suas lâmpadas (Photoflood, Kinoflood, etc..), há também refletores que já vêem de fábrica com lâmpadas Daylight. Embora possa parecer estranho que exista essa diferença, já que é possível trocar a lâmpada de qualquer refletor, as coisas não são assim tão simples e não é possível mudar uma lâmpada de filamento Daylight para um refletor para lâmpadas de tungstênio. Isso acontece porque para gerar luz em grandes potências, a lâmpada com temperatura de cor de 5.500oK precisa ser fabricada de outra maneira, para agüentar uma descarga de alta tensão no interior de seu bulbo e incandescer o gás de mercúrio que irá gerar a luz na temperatura correta. Assim, deve-se imaginar que não só a lâmpada, mas também o refletor onde ela se encontra devem ser fabricados segundo características especiais. O refletor deste tipo de luz, com efeito, possui um pequeno gerador magnético de alta tensão para acender o mercúrio.

10) HMI

A este conjunto, refletores e lâmpadas, com temperatura de cor Daylight, é dado o nome HMI, ou Hidrargyrum Medium Arch-Lenght Iodide, razão pela qual é mais fácil chamá-lo HMI. São refletores variados de 500 a 20.000w, similares aos fresnéis comuns, só que mais pesados e muito caros. Para produções mais baratas, recomendo usar luzes tungstênio com gelatina azul ou filtro 80A na objetiva. Dá um pouco mais de trabalho mas o resultado é o mesmo.